Um azinhalense no Serro da Vinha

foto joao xavier - serro da vinha

No passado dia 5, os noticiários nacionais focaram uma notícia sobre o Serro da Vinha, no concelho de Alcoutim: Simon Popock, um inglês de 58 anos de idade, foi assassinado em sua casa por Eugénio Reicha, um jovem farense de 20 anos, na sequência de um relacionamento gay.
Esta micropovoação serrana foi palco de um outro ato violento em que esteve envolvido um azinhalense.
Foi em 11 de agosto de 1882 e ali morreu Manuel Cotta.
Nesse dia, uma patrulha da Guarda da Alfândega de Alcoutim detetou um grupo de contrabandistas junto à horta de Manuel André e, não tendo estes obedecido à ordem para pararem, foram perseguidos e mais adiante alvejados a tiro.
No terreno, junto ao barranco da Murtinheira, ficou morto Manuel Cotta, do Azinhal.
A Comarca de Tavira abriu um processo, tendo sido ouvido pelo Juiz Ordinário do Julgado de Alcoutim o filho de Ignacio Roiz, residente no Cerro da Vinha.
Foi esse jovem que encontrou o cadáver do azinhalense.
Os factos encontram-se relatados em ofícios do Administrador do Concelho de Alcoutim, datados de 11, 12, 13 e 17 de agosto de 1882.
Ancestralmente, e tal como sucedia em toda a raia lusoespanhola, muitos azinhalenses integraram redes de contrabando, até à abertura das fronteiras, em meados da década 80 do séc. XX.
Com o objetivo de melhorarem a subsistência familiar, carregavam diversos produtos, entre os quais café, tabaco, açúcar, amêndoas, farinha, figos e lã, que depois eram comerciados ilegalmente.

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