O património hidráulico do Azinhal

foto joão xavier - poço na fonte serrão

Ao longo de séculos, a economia da freguesia do Azinhal foi dominada pela agropecuária de sobrevivência (e quando possível com propósito mercantil) e de pequenos e médios empresários.
Os solos, predominantemente pobres e pouco profundos, dificilmente geriam as invernias e as secas, o que levou os azinhalenses a maximizar o aproveitamento das águas de forma a rentabilizar as culturas hortícolas, deixando à mercê do clima a resistência do típico arvoredo algarvio de sequeiro (amendoeira, figueira e alfarrobeira), que com a vinha e a oliveira compunha a paisagem agrária.
Os aquíferos eram sabiamente geridos com os poços, que ficavam cheios no inverno e exigiam longas cordas no verão…
Esta economia ecossustentada permitia, à força braçal e asinina, que não faltasse água a pessoas, plantas e gado, com as hortas e os pequenos pomares a serem regados a caldeira.
Muitos testemunhos desse aproveitamento hídrico estão hoje ao abandono, mas pontificam ainda nas paisagens azinhalenses.

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