A alimentação dos azinhalenses há 2000 anos

Foto João Xavier - Javali

A alimentação humana do tempo do Império Romano não está, como é óbvio, exaustivamente estudada, mas tem uma achega com uma investigação realizada pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve na Alcaria das Choças, perto do Azinhal.
Um trabalho de investigação e análise realizado pelos professores Pedro Fernandes, João Bernardes e Francisco Correia estudou ossos dos séculos I a IV d.C. encontrados no povoado da Alcaria das Choças: um total de 58 amostras confirma que os azinhalenses de então se alimentavam preferencialmente de gado doméstico, mas também de animais selvagens caçados nas redondezas: bois e vacas (bos taurus), ovelhas (ovus áries), cabras (Capra hircus), veados (cervus elaphus), porcos/javalis (sus) e ostras.
Curiosamente, não foram encontrados vestígios de ossos de aves, coelhos e peixes, mas a presença de ostras é um indício das trocas comerciais que chegavam ao território azinhalense.
Apesar de a amostra ser demasiado pequena, dá-nos provas interessantes sobre a presença de animais na alimentação humana há cerca de 2000 anos. Falta agora investigar que plantas predominavam então na sobrevivência daqueles nossos antepassados.

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