Um sacristão republicano no Azinhal

Foto João Xavier - Interior da Igreja do Azinhal

Uma das grandes marcas da 1ª República foi a luta empreendida contra a Igreja, pelos revolucionários que implantaram a República em 5 de outubro de 1910.
A lei da separação do Estado e da Igreja criou uma pensão mensal de subsistência para tentar aliciar e subjugar os elementos do clero que aceitassem o ideário republicano.
Em 24 de maio de 1911, entrou em vigor a Comissão de Pensões Eclesiásticas do Distrito de Faro e, dos 66 elementos da estrutura superior algarvia, apenas 10 aderiram.
Contudo, a lista dos sacristãos foi maior: entre os 33 que requereram a pensão no Algarve, consta Amaro Mestre, que então era sacristão na Igreja do Espírito Santo do Azinhal.
O conflito seria duradouro. Em 1912, o Bispo do Algarve, D. António Barbosa Leão, foi desterrado (obrigado a viver fora do Algarve!)…
Em 1915, um incêndio foi ateado na Igreja do Azinhal por mãos criminosas, tendo o edifício ficado sem telhado e com o seu património quase todo carbonizado.

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