Incêndios que marcam a paisagem

Foto João Xavier - Amendoeira carbonizada mar2014

Passada a invernia, a paisagem continua marcada pela negridão das árvores que morreram carbonizadas no verão de 2013.
A foto que ilustra este texto foi obtida há menos de uma semana perto de Almada de Ouro.
Que causas poderemos encontrar para a frequência e a dimensão dos incêndios que vão assolando as nossas paisagens?
O clima com verões prolongados e secos (com pluviosidade que chega a ser nula durante semanas) é a principal condição para a propagação dos fogos, mas o abandono dos campos, com a consequente proliferação de matos, tem aumentado nas últimas décadas a carga térmica de solos que antes eram assiduamente lavrados e cultivados.
O decrescente número de habitantes é mais um fator. As casas isoladas que ainda encontramos pelos campos da freguesia do Azinhal estão quase todas em ruínas… e essa desocupação demográfica leva à resposta tardia aos fogos, com a inerente perigosidade a aumentar.
A legislação de prevenção dos fogos não é aplicada pelos proprietários nem pelas autoridades, sendo fácil aos incendiários ficar impunes. Nos séculos XVI a XVIII, os incendiários eram condenados a chibatadas em público e deportados para Angola. Agora, por norma, são condenados a apresentarem-se semanalmente num posto da GNR ou numa esquadra da PSP… e, pior que isso, nem 10% dos fogos são investigados criminalmente (em Espanha são 85%).

Uma resposta to “Incêndios que marcam a paisagem”

  1. F Soares Says:

    verão de 2013 ou 2012 ? Creio que foi 2012…

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