A guerrilha do Remexido no Azinhal

José Joaquim Sousa Reis foi o mais famoso guerrilheiro miguelista que liderou um forte movimento de guerrilha no Algarve, durante a guerra civil que em meados do séc. XIX marcou a História de Portugal.

Reagindo à invasão do Algarve por tropas do Almirante Charles Napier e do Duque da Terceira, o Remexido (assim era chamado José Reis) liderou milhares de guerrilheiros que chegaram a ocupar diversas povoações do Algarve (Loulé, Albufeira, Boliqueime, Paderne, Salir e São Bartolomeu de Messines, por exemplo).

Grandes reforços de tropas governamentais acabaram por evacuar aldeias da serra algarvia e enfraquecer as forças do Remexido, que foi aprisionado em Santa Ana (São Bartolomeu de Messines) em 31 de agosto de 1838, sendo julgado em Conselho de Guerra e fuzilado à pressa em 2 de agosto, no Campo da Trindade (atual alameda), em Faro.

O filho do Remexido quis liderar a guerrilha após o assassinato do seu pai e ainda organizou como Major graduado de Cavalaria ataques a Cercal, Santa Luzia, Giões, Martim Longo e Azinhal.

Passado um ano, as suas tropas (400 homens) andavam pela serra em pequenos grupos que pouco mais faziam que lutar pela subsistência.

No ataque ao Azinhal, em 20 de dezembro de 1838, Joaquim Graça Reis Remexido foi ferido com gravidade numa perna e, não tendo sido devidamente tratado, acabou detido onze meses mais tarde, nas proximidades da aldeia, com uma ferida incurável, quase moribundo.

Transportado para o Hospital de Loulé e de seguida para o Hospital de Faro, faleceu em 12 de dezembro de 1839.

O episódio do Azinhal marcou  a agonia da guerrilha miguelista. No mesmo mês, foi abatido outro dos mais ativos guerreiros ( o padre Marçal Espada), na serra do Malhão. E, em 1840, perto de Mértola, foram aprisionados os últimos líderes (Silvestre Cabrita, Joaquim Camacho e o alferes Ventura), sendo dada por finda a guerrilha do Remexido.

Uma resposta to “A guerrilha do Remexido no Azinhal”

  1. F Soares Says:

    Extremamente interessante este post. É um episodio quase desconhecido e que faz, sem duvida, alguma história ao redor do Azinhal, que na altura deveria, digo eu, ter uma importancia com alguma significancia na regiao onde se enquadra.
    Parabens.

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