A mobilidade sustentável no Azinhal

A União Europeia prepara-se para publicar nova legislação que obrigue a indústria automóvel a fabricar, a partir do ano 2020, viaturas que produzam o máximo de 80 a 95 gramas de dióxido de carbono por quilómetro.

Atualmente, o limite imposto é de 130 g de CO2 por Km.

A necessidade do controlo da poluição atmosférica provocada pelos veículos rodoviários só começou a ter resposta legislativa notória nos finais do séc. XX, perante as consequências nefastas que se vinham registando a nível da saúde e do clima.

Tudo começou há pouco mais de 100 anos, quando a circulação de automóveis movidos a gasóleo e a gasolina foi progressivamente substituindo a deslocação em animais e em veículos de tração animal.

Desengane-se quem pensa que a imagem que ilustra este artigo é do quotidiano do Azinhal: é hoje uma raridade.

Até à década 70 do séc. XX, quase todas as famílias azinhalenses possuíam pelo menos um burro ou uma mula que utilizavam  para transporte pessoal e de carga. Depois, progressivamente, as viaturas motorizadas generalizaram-se e atualmente em quase todas as ruas da aldeia é fácil encontrarmos carros estacionados ou a circular.

A sustentabilidade ecológica da mobilidade humana precisa de melhorar, também no Azinhal.

2 Respostas to “A mobilidade sustentável no Azinhal”

  1. F Soares Says:

    Claro que a evolução do mundo trouxe – tinha que trazer – modificações na mobilidade das pessoas. O facto da foto já é uma raridade, e é curioso, que referencie a decada de 70 do século XX como o acelaramento do desaprecimento deste tipo de mobilidade, que também não era isento de poluição, já que em vez de CO2, emitia metano – embora numa escala reduzida – um gás que é tremendamente prejudicial para o ozono. Mas, para mim, o evento que mais influiu no desaparecimento dos animais – não só a nivel local, mas nacional, foi aquilo que pode ser considerado uma “grande transformação” : a electrificação do país. Isso permitiu que se montassem, numa primeira fase, o abastecimento de água para um deposito e deste para chafarizes e daqui para cisternas que passaram a ser operadas com bombas de balão e que permitiu uma alteração notável na qualidade de vida das pessoas, já que a qualidade da água era controlada, o saneamento básico pode ser implementado, o esforço deminuiu (para uma população envelhecida não é de descartar),etc. Isto alterou a utilidade destes animais e a eliminação de uma série de utensilios que passaram a ser desnecessarios e que deixaram ser fabricados ou quase por naõ necessarios : cantaros, cangalhas, albardas,silhhas, cabrestos, cevadeiras, Etc. ,etc E também os artesaos foram limitados….
    Foi uma mudança tremenda e que também neste caso causou vitimas ou desemprego…

  2. Teresa Afonso Says:

    F Soares equivoca-se quando diz que a emissão de metano é muito prejudicial ao ambiente: o autor refere os animais usados para a mobilidade humana. O metano só é perigoso em criações intensivas de gado, por exemplo, suíno e bovino, em que a acumulação dos dejectos fermenta e polui, não em animais criados avulsamente um ou dois por família!
    Eu já fui várias vezes ao Azinhal e ainda não tive a sorte de ver uma imagem do real como a do post, que nos faz viajar até ao imaginário do passado.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: