O lagar das Choças

Foto João Xavier - Lagar das Choças

No início do séc. XIX, o Algarve exportava muito azeite.

Nos finais desse século, quase todas as grandes propriedades agrícolas possuíam lagares.

A oliveira rivalizava então com a figueira, a amendoeira e a alfarrobeira na ocupação das terras de sequeiro da freguesia do Azinhal.

Em meados do séc. XX, as terras de sequeiro do Azinhal eram ocupadas em primeiro lugar por amendoais (quase metade), em segundo por figueirais e em terceiro por olivais.

Ainda nos anos 70 desse século, a Quinta das Choças era uma importante unidade fundiária e tinha o maior lagar do concelho de Castro Marim, resistindo à força competitiva da Cooperativa dos Olivicultores de Tavira (que conseguia  também sócios do concelho castromarinense) e, logo depois, da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina, que em 1974 contava já com cerca de 3700 sócios.

O abandono da Quinta das Choças e a desactivação do seu lagar foram simultâneos com a desestruturação agrária que acelerou nas últimas três décadas do séc. XX a desertificação humana da Serra algarvia.

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