O risco sísmico no Azinhal

4 Fevereiro 2010 por João Xavier

Um estudo de risco de sismos e tsunamis no Algarve foi coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

O trabalho foi apresentado recentemente, com uma sofisticada ferramenta informática designada “simulador de cenários sísmicos”.

Supondo um sismo de grau 7,5 na escala de Richter, com epicentro 68 km a sudoeste de Faro, teria, supostamente, as consequências enquadradas na escala de Mercalli, conforme a distribuição de cores constante neste mapa publicado pelo jornal Público de 23 de janeiro de 2010.

De acordo com esta simulação, a freguesia do Azinhal seria das menos atingidas, com danos menores e poucas ou nenhumas consequências em termos de danos físicos severos.

Foram tidos em conta elementos como: falhas sísmicas (nenhuma na freguesia do Azinhal); tipos de solo; tipos de construção edificada; redes rodoviária, elétrica e de comunicações; abastecimento de água; número de pessoas previsivelmente presentes; e catálogo de sismos históricos.

O terramoto de 1755, ao que consta nos documentos conhecidos, não provocou danos dignos de registo na freguesia do Azinhal.

Os solos do Azinhal

19 Janeiro 2010 por João Xavier

Os solos da freguesia do Azinhal podem ser divididos genericamente em 3 tipologias:

a)      Litossolos de xistos e grauvaques com elevações e vales;

b)      Aluviosssolos modernos não calcários e não alcalinos de textura mediana em zonas aluviares;

c)      Solos salinos com aluviões de textura mediana de salinidade moderada devido à influência das marés no rio Guadiana.

A maioria dos solos da freguesia do Azinhal são litossolos próprios de um clima de regime xérico, com colinas declivosas de xistos e grauvaques. São solos pouco profundos que sustentam com facilidade uma vegetação tipicamente mediterrânica composta por quercíneas (azinheiras e sobreiros, por exemplo) e matagais xerofíticos (em que se destacam estevas, tojos e rosmaninhos).

O xisto, principal constituinte destes solos, por ser uma rocha matafórmica foliada que se divide facilmente em lâminas, está mais susceptível à erosão. E essa condicionante não tem sido considerada em diversas práticas agrícolas que, destruindo o coberto vegetal natural, têm deteriorado os solos durante as invernias que os transformam em solos esqueléticos.

Em vastas áreas, sobre zonas de decomposição de 10 a 100 metros de espessura da época terciária, formaram-se solos mais jovens em que se distinguem os cumes e as encostas superiores com superfície pedregosa e solos mais profundos, argilosos, limosos, coluviais e compactos, a menor altitude.

Os matos densos têm sido essenciais na obstrução da erosão, o que ajuda a perceber melhor como estes solos só devem ser utilizados para agricultura extensiva e silvicultura.

Além dos litossolos referidos, existem agumas áreas da freguesia do Azinhal com aluviossolos modernos não calcários de textura mediana, incluídos na Reserva Agrícola Nacional (em terrenos adjacentes à ribeira do Beliche e ao rio Guadiana, com argilas castanhas, areias médias e grosseiras, seixos e calhaus) e solos salinos de salinidade elevada de aluviões de textura mediana (em sapais junto à foz de ribeiras como a do Beliche e a das Choças e junto à margem direita do rio Guadiana).

O minimercado Nuno

2 Janeiro 2010 por João Xavier

O Azinhal dispõe de um minimercado, na Rua José Vaz Albino Rosa.

O Minimercado Nuno abriu como frutaria em 1989, na Rua 25 de Abril.

Nuno Filipe Baltazar Gonçalves Martins tem mantido este estabelecimento comercial, diversificando o leque de produtos disponíveis, do ramo alimentar ao gás doméstico, passando pelos produtos de limpeza e higiene, produtos utilitários variados, brinquedos, etc..

A necrópole do Cerrinho dos Chaparreiros

21 Dezembro 2009 por João Xavier

Toda a zona do Azinhal, tal como globalmente a faixa oeste próxima do rio Guadiana, foi povoada há mais de 4000 anos por grupos que utilizavam instrumentos metálicos manufacturados localmente.

No Cerrinho dos Chaparreiros, perto do Azinhal, existiu uma necrópole de cistas, construída entre o período neolítico e a Idade do Cobre.

Está referenciada na Carta Arqueológica de Portugal e em estudos de Estácio da Veiga e Helena Catarino.

As sepulturas eram de pequena dimensão, sem alinhamento uniforme, construídas em encostas de pequenas colinas ou cerros, com pedras toscas sobrepostas; e os mortos eram colocados de lado, em posição fetal, com os joelhos junto à boca.

Foram profanadas ainda durante a ocupação romana e o terreno tem sido aproveitado para práticas agrícolas durante séculos.

Relógios na torre da Igreja do Azinhal

13 Dezembro 2009 por João Xavier

Em outubro de 2009, a torre da Igreja do Azinhal foi alterada com a colocação de 2 relógios (um na face norte outro na face poente).

Para pesquisar elementos sobre a Igreja do Azinhal, deve ler o artigo publicado neste site em 8 de junho de 2009.

Roubada a caixa multibanco do Azinhal

28 Novembro 2009 por João Xavier

Indivíduos ainda não identificados roubaram no passado dia 26 a caixa multibanco do Azinhal.

Utilizando uma retroescavadora estacionada nas proximidades  (junto à Estrada Nacional 122, no centro da aldeia), os ladrões destruíram a antiga habitação onde se encontrava instalado o equipamento do Crédito Agrícola e transportaram este durante a madrugada até à zona de Faro, onde foi  encontrado, já aberto, numa carrinha de caixa aberta roubada na noite anterior em Albufeira.

Espera-se que a curto prazo a população do Azinhal possa voltar a ter ao seu dispor uma caixa multibanco.

O ensino no Azinhal

17 Novembro 2009 por João Xavier

Já na segunda década do séc. XX funcionava uma Escola Primária no Azinhal, no edifício presentemente ocupado pela Junta de Freguesia do Azinhal.

Posteriormente, durante quase toda a vigência da Telescola e do Ensino Básico Mediatizado, o Azinhal teve também o 2º ciclo do ensino básico (5º e 6º anos de escolaridade) e funcionaram ainda outros estabelecimentos de ensino primário na Cortelha e na Corte do Gago.

Actualmente, apenas funciona na freguesia a Escola Básica do 1º ciclo do Azinhal, com uma frequência que na última década tem flutuado entre a uma e as duas dezenas de alunos.

A EB1 do Azinhal integra o Agrupamento de Escolas do Concelho de Castro Marim, com a EB 2.3 de Castro Marim, a EB1 da Junqueira, a EB1 de Odeleite, a EB1 de São Bartolomeu, a EB1/JI de Altura e a EB1/JI de Castro Marim.

Em 2004, a Escola do Azinhal beneficiou de obras de melhoramento com ampliação da zona coberta e arranjo de espaços exteriores, tendo estas obras sido inauguradas em 2005 pela ministra da educação, Maria do Carmo Seabra.

Por ocasião do Census 2001, a taxa de analfabetismo na freguesia do Azinhal era de 15,9%, tendo-se registado os seguintes níveis de ensino atingidos pelos habitantes recenseados:

180 habitantes – nenhum; 288- 1º ciclo do ensino básico; 61 – 2º ciclo do ensino básico; 54 – 3º ciclo do ensino básico; 71 – ensino secundário; 38 – ensino superior.

A cabra algarvia e o Azinhal

27 Outubro 2009 por João Xavier

Foto João Xavier - A cabra algarvia

A cabra algarvia é resultante do cruzamento da cabra charnequeira do Algarve com a cabra marroquina (no séc. XIX) e do cruzamento posterior com a cabra alpina espanhola (no início do séc. XX).

É um animal predominante no Nordeste e no Sudeste do Algarve (mas também no Alentejo).

Muito resistente, musculada, forte e prolífera e com grande potencial leiteiro (1,3 a 1,6 litros/dia, com leite de qualidade: 4,5% de teor de gordura e 3,8% de proteína), a cabra algarvia tem bom rendimento na produção de carne.

O queijo fresco, bastante apreciado pelo sabor e pelas qualidades nutricionais, beneficia da alimentação da cabra algarvia criada em regime extensivo na serra.

A cabra algarvia esteve em vias de extinção, mas actualmente encontram-se registados cerca de 180 machos e 4600 fêmeas (um macho cobre 25 a 30 fêmeas).

A Associação Nacional dos Criadores de Caprinos de Raça Algarvia (ANCCRAL) foi fundada no Azinhal em 1991 e continua a ter a sua sede no Azinhal.

Visa a criação, a preservação e o melhoramento dos caprinos de raça algarvia e exerce a sua actividade promovendo seminários temáticos, elaborando projectos de investimentos, fazendo apoio técnico, colaborando em projectos de investigação, apoiando candidaturas a subsídios e a prémios e divulgando conhecimentos sobre a cabra algarvia.

Eleição da Assembleia Municipal de Castro Marim em 2009

12 Outubro 2009 por João Xavier

Logotipo das Eleições Autárquicas de 2009

Na eleição da Assembleia Municipal de Castro Marim em 11 de Outubro de 2009, registaram-se os seguintes resultados na Freguesia do Azinhal:

Partido Social Democrata – 296 votos (66,67 %)

Partido Socialista – 120 votos (27,03 %)

Coligação Democrática Unitária – 13 votos (2,93 %)

Votos em branco – 6 (1,35 %)

Votos nulos – 9 (2,03 %)

Eleitores inscritos – 540

Votantes – 444 (82,22 %).

Eleição da Câmara Municipal de Castro Marim em 2009

12 Outubro 2009 por João Xavier

Logotipo das Eleições Autárquicas de 2009

Na eleição da Câmara Municipal de Castro Marim em 11 de Outubro de 2009, registaram-se os seguintes resultados na Freguesia do Azinhal:

Partido Social Democrata – 306 votos (68,92 %)

Partido Socialista – 112 votos (25,23 %)

Coligação Democrática Unitária – 9 votos (2,03 %)

CDS Partido Popular – 4 votos (0,9 %)

Votos em branco – 3 (0,68 %)

Votos nulos – 10 (2,25 %)

Eleitores inscritos – 540

Votantes – 444 (82,22 %).